Momentos

Não há quem os defina, não há quem precise explicá-los

Vem da mesma maneira que vão. Passam as vezes tão rápido, que há quem nem note. Um olhar, um susto, um sorriso, um amanhecer, um sentimento, uma conquista, uma perda, um despertar.

Se passaram 3 meses desde a última vez que apareci por aqui. Foi uma ausência longa e sem um motivo definido. As vezes não sabia o que dizer, ou nem mesmo queria dizer. Vendo o vídeo abaixo, fiquei pensando o quanto algumas coisas não precisam ser explicadas, ditas ou pensadas. Justamente por isso parecem estar nelas a beleza da vida.

Vejam também, e voltem a visitar esse mundinho que passará a se pronunciar - mesmo que nem sempre com muitas palavras. =)


"Tempo, Tempo, mano velho...

... Tempo amigo, seja legal. Conto contigo pela madrugada, só me derrube no final"

Corre ligeiro quando queremos que passe degavar. Parece que nunca vai embora quando não aguentamos mais esperar. Há quem suspeite que ele e Murphy são grandes amigos. Prefiro não emitir opinião sobre isso pra não criar desavença. Mas o fato é que o Tempo é mesmo um sujeitinho brincalhão. Sim, com letra maiúscula. Afinal, algo que domina nossas vidas com tanta força merece um mínimo de consideração.

E é isso mesmo que ele faz. Rege nossa vida, dita as regras, manda e desmanda. Você pode ter um dia todo pra fazer algo que não demoraria sequer meia hora e mesmo assim vai acabar tudo na correria dos últimos dez minutos do deadline. O que? Achava que a culpa era sua? Que nada! É tudo parte do joguinho desse travesso que nos faz acreditar que "ainda tem muito tempo".

Não acredita ainda? Pois lembre-se bem. Pense naquele dia em que estava mais cansado, que precisava mais de uma boa e longa noite de descanso. O que acontece quando você finalmente acorda desse necessário sono de restauração? Você sente-se como se tivesse dormido apenas 5 minutos e não acredita que já começou um novo dia!

Seus joguinhos são cruéis. Sabe que precisamos dele e por isso se aproveita para brincar. Em que mundo não regido pelo Sr.Tempo seria possível que 1 hora de uma aula enjoada parecessem infinitas 10 horas de falatório aborrecido?

Falo com a revolta de alguém que admira esse moço sem limites e barreiras. Sim, porque ele também faz coisas boas. É responsável pela passagem dos dias, pela chegada dos finais de semana, pelo dia e pela noite, pelo fim dos anos e pela existência de feriados.

Tempo, velho e eterno amigo, tenha compaixão. Se é preciso mesmo que brinque com os minutos, segundos, horas e dias, seja mais camarada: desligue seu despertador por um dia que seja e enquanto descansa, deixe os tempos de alegria pareçam não ter fim.

"Olê-lê tá caindo fulô..."

Acabou. Nem parece que foi um mês atrás que toda a loucura e correria começou. Segunda, terça, quarta e quinta vivendo a velha rotina em BH. A mesma canseira de sempre. Mas a partir de sexta, tudo muda. Nesses três dias de fim de semana, eramos todos transportados para uma realidade paralela: a realidade das cidades cortadas pelo Rio das Velhas.


Quem é de Minas já deve ter ouvido falar do Manuelzão e deve ter ficado sabendo da Expedição pelo Rio das Velhas 2009 . É, sem dúvida, a loucura mais legal de todos os tempos. Uma equipe grande trabalhou muito pra que tudo desse certo. A parte da Comunicação: produção de boletim diário, diário de bordo, programas de rádio, vídeos, poucas horas de sono por noite, horas e horas no ônibus, muito trabalho e nem tanta festa. E ninguém jamais me verá reclamando - pelo menos não do trabalho. Reclamo pelo fim.

É impossível explicar a vontade de ficar e acompanhar a descida dos canoístas pelos mais de 800 km de rio, conversar com as pessoas, continuar vivendo toda essa doidera. Indescritível e imensurável.
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A chegada dos canoístas em cada cidade foi emocionante, justamente pela alegria estampada nos rostos das pessoas que os recebem. Seus nomes são gritados, lágrimas correm nos rostos, e a festa é feita nas margens do rio. Conhecer a população de cada cidade foi comovente. Todos tem uma história, e pequenos fatos do dia a dia podem ser belos contos, que talvez jamais seriam contados.

E quando termina o trabalho, todos se juntam. Na mesa do bar, na roda de samba, no meio da bagunça em frente ao palco. Pra dançar, pra cantar ("tá caindo fulô, tá caindo fulô, tá caindo fulô, tá caindo fulô... cai do céu, cai na terra, olê-lê tá caindo fulô"/"Você diz que sabe muito vagalume sabe mais, vagalume acende a bunda coisa que você não faz, Manuelzãaaaaaao") , pra curtir um forró ou pra levantar poeira.

Foram 25 dias. Quem acompanhou a equipe durante todo o percurso conheceu ainda mais. Para mim foram Ouro Preto, São Bartolomeu, Sabará, Santa Luzia, Curvelo, Nossa Sra. da Glória, Pirapora, Barra do Guaicuí. Ontem, o último FestiVelhas, já em BH. Malabares, Grupo Galpão, tambores, cantoria, animação e muita gente pra celebrar o último dia de uma idéia ambiciosa que promoveu muita mudança - em cada um de nós.

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Sim, eu ainda vivo! Foram 2 meses sem aparecer nesse meu pequeno mundinho. Que saudade! A correria virou rotina, o trabalho foi muito e o tempo cada vez mais limitado. Mas não criemos pânico. Tudo se ajeita e cá estou de novo. E, se o final de semestre permitir, voltarei as habituais postagens semanais.Enquanto isso, sigam-me os bons. =)

A magia da arte...

... e da verdade

- A revista que você quer é a Z U P?
- É a Zupi, Z-U-P-I
- Aah, é isso mesmo. Achei a numero 8 aqui.
- Não, eu quero a 12.
- Não tem aqui não. Tem uma Zupi e tem um ZW... sei L.
- Deve ser isso ai mesmo pai, não é um W é um U. Qual o número dessa?
- 8?
- Não pai, eu quero a 12. Como é a capa?
- Uma coisa bizarra
- Mais especificamente?
- Uma coisa vermelha, com umas... casinhas.
- Não, não é essa. Não tem mais nenhuma, tem certeza?
- Não, só a 8.
- Perguntou o vendedor?
- Ele nem sabia o que era.
- Ah, então deixa.
- Achei uma 12 também, Z W L.
- Era essa que eu queria!
- Ah, então pode ser isso.
- Que tem na capa?
- Um trem estranho segurando uma lula.
- É, é isso mesmo.

PAI, Meu., MESMA, Eu. Diálogo improdutivo via celular. 2009.

A Zupi é uma revista mara. Já falei dela aqui e aqui, e vou falar dela de novo agorinha. Mas não antes dizer umas palavrinhas sobre um assunto que está pairando por ai (pausa dramática): A Crise.

Talvez ela não tenha batido à sua porta ainda, mas ela já fechou algumas. Demissões, empresas saindo do ramo, revistas lutando para se aguentar. Já foi confirmado: a Set foi cancelada (a menos que o furo do Pablo se concretize). A Zupi desse mês traz também, já no seu editorial, o reflexo dos tempos:
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“Em meio a tão comentada e avassaladora Crise Mundial, começou o ano tão esperado para que o 1º presidente afro-americano dos EUA assuma e faça o possível para resolver a situação atual... Nós da ZUPI torcemos para que isso seja possível, pois a crise já nos atingiu, trazendo grandes dificuldades para a manutenção de uma revista de nível e alta qualidade para o mundo dos artistas, desde o aumento de preços do papel e das gráficas até dificuldades na busca de apoio, anúncios e patrocinadores...”

Talvez seja natural, e não apenas reflexo da crise, que revistas deixem de existir materialmente e passem a ocupar só o universo virtual. Eu, particularmente, não gosto dessa idéia - revistas são bonitas daquele jeito delas, lá no papel. Faz parte da leitura o contato com a textura do papel, o formato da publicação, o layout específico... enfim, eu adoro revistas. E mais especificamente, eu adoro a Zupiiiii. =)
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Nesse mês ela me encantou. A capa com seu jeito oriental não convencional (e letras que confundiram meu pai na hora de comprar a revista - última foto acima), o ensaio fotográfico de moda simplesmente fantástico, os olhos sangrentos de Vitché, a galeria de trabalhos fantásticos e... Rodolphe Simeon.

Ele disse que sim, mas ainda tenho minhas dúvidas que esse sujeito consegue, de fato, se misturar na multidão. Com obras que remetem ao sexo e à violência, ele pensa que seu trabalho pode ser talvez um espelho do que acontece na realidade. É fato, esses são temas recorrentes nas manchetes, nas conversas – e talvez no mundo. “Parece ser feito de uma maneira muito escandalosa, mas estou definitivamente bem próximo da realidade. Basta olhar as notícias de hoje”, diz Simeon.
E a obra dele dá medo. Talvez porque revela algo que todos de nós possuimos e escondemos (o que ele acredita). Seja qual for o motivo, essa estranheza causada por suas composições mostra seu grande talento. E causa fascínio.

“M-people”. É o nome que recebem seus personagens. M da maquiagem não convencional que cobre seus modelos, ou de máscara. O artista pensa que, protegidos pela tinta, as pessoas demonstram um pouco de sua natureza, e a agressão e sexualidade são elementos básicos dessa. “Essa é a magia da maquiagem: revelar a verdade”. E a magia dele? Fazer uma arte intrigante e instigante. E disso não há dúvidas.

Para que revistas lindas, tchucas e maravilhosas não deixem de existir eu digo: em tempo de crise, compre a sua revista favorita =) [que não seja a Veja, porque essa não deve morrer nunca, for better or for worse ;)]
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Artistas da 1ª imagem:
- Archan Nair www.archann.net
- Alex Gross www.alexgross.com

The perfect match

and the perfect show
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Nostalgia é um sentimento engraçado. E ontem, ao relembrar de uma série que marcou importantes anos da minha vida, essa sensação bateu forte. Que série era essa? A mais tchuquinha de todas: Gilmore Girls.
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Lorelai e Rory eram mãe e filha, mas isso era um mero detalhe. A amizade das duas era o mais marcante. Isso e todas as mil manias hilárias que tinham em comum, as referências sem limite à cultura pop, as piadinhas de duplo sentido, o vício em café e junk food, e as mil palavras/minuto que falavam.


The funniest moments
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Talvez só quem também era fã entenda porque a frase "Oi with the poodles already!" é tão hilária, ou porque "Jerk, ass, arrogant, inconsiderate, mindless, frat-boy, low-life, butt-face, miscreant!" será para sempre o melhor e mais engraçado insulto de todos os tempos.
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Cheia de personagens marcantes (e ligeiramente loucos), a pequena cidade fictícia Stars Hollow foi palco para a vida dessa dupla. Lá tudo acontecia, mesmo sem parecer. Kirk e seus milhões de empregos excentricos, Lane e sua mãe controladora, Paris e suas manias irritantes, Sookie e suas comidas deliciosas, Luke e sua eterna (e fofa) paixão por Lorelai, todos eventos malucos da cidade.
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Tudo me encantava nesse mundinho de situações e personagens divertidos. Mas tenho que admitir: o romance de Rory e Jess foi, para mim, o ponto alto da série. Ele era simplesmente o tipo perfeito de cara ligeiramente errado. O eterno look de bad boy, os milhões de livros e filmes aos quais sempre fazia referências, o jeito sarcástico e encantador. Ele conquistou Rory quando ela ainda estava com Dean [o personagem mais sem sal de todos os tempos, sorry]. E é fácil entender o porque. Eles eram afinal the perfect match: falavam a mesma lingua e despertavam um no outro o olhar de admiração e surpresa mais fofo de todos os tempos.
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Foram os momentos mais xuxus da série. Primeiro o amor proibido: eles não podiam ficar juntos, mas não conseguiam ficar longe. As ligações, a viagem a Nova Iorque, os conflitos com Dean. Depois o namoro conturbado. Foram muitos problemas, mas a ligação entre os dois era forte, apesar dele não nunca ter conseguido demonstrar o quanto. E por fim, a partida. Ele se foi e depois voltou pra declarar seu amor - pena que já era tarde para os dois. Os anos passaram, e ele mudou. E quando voltou, era muito mais maduro. Livro publicado e a gratidão a todo apoio que ela lhe havia dado.


The sweetest

Foram os momentos mais xuxus que já vi. E será para sempre o amor mais bonitinho ever. E GG, a série mais marcante de todas.
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Sim, eu ainda vivo! Sumi por duas semanas, mas estou de volta. E não deixarei mais o blog sem atualizações por mais de uma semana, juro! =)

E, com vocês, a Loucura.

Loucura, loucura, loucura.
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O Frango já manifestou sua indignação. A amiga pula, gesticula e diz que a situação é caótica, mas vai dar tudo certo. A branquela ficou ainda mais pálida. O vibru guina em desespero. Eu? Eu chamo a Loucura pra lhes falar sobre o meu problema. Sim, amiguinhos, a Loucura será minha fiel companheira por pelo menos 6 meses.

Fazem exatamente 11 dias, x horas e uns tantos minutos desde que visitei esse meu pequeno mundo. Não, não fui abdusida, nem sequestrada, mas não duvide: é um caso de CA-LA-MI-DA-DE-PÚ-BLI-CA! [/drama]

Ok. Vou explicar. Eu e meus coleguinhas somos uns burricos [desculpa xuxus, mas é verdade]. Na tentativa de abraçar o mundo ou por simples teimosia, fizemos o que todos chamam carinhosamente de "suicídio acadêmico": montamos uma linda grade de horários, com matérias mara, lindas, fabulosas, completa e infinitamente... teóricas.

O que isso significa? Um rombo no orçamento superior à 30 reais gastos em xerox - em duas semanas. Pode ser a loucura falando (ou a minha péssima habilidade de fazer contas) mas isso significa aproximadamente 500 páginas (descontando as capas, e folhas em branco) de puro deleite intelectual. Sim, em DUAS semanas. [me arrependi profundamente de ter matematicado minha situação funestra, fatão.]

Então, querido leitor, não se aflija nem diga adeus à esse pequeno mundo. Apesar de desaparecer de tempos em tempos, sairei desse mar de folhas, livros, cadernos e marcadores de texto para tomar um ar. Juro. [esperança é a última de morre, amém.]

Todo carnaval tem seu fim...

... assim como as férias.

Do latim 'feria, -ae', singular de 'feriae, -arum'.

Para os romanos isso significava o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa. Aqui é conhecido, pura e simplesmente, como férias.

As férias são um período de descanso periódico de uma atividade constante, geralmente trabalho ou aulas. O período de férias varia de acordo com a legislação de cada país.

PÉDIA, Wiki. A enciclopédia livre. ed. 1001, 2009.]

Ok, muitos de vocês devem estar pensando "além de pequena, essa menina deve ser louca também: escolheu hoje, 1º de março, para falar de férias?" Sim, querido leitor. E não foi uma escolha aleatória. Nessa triste data foi declarado o fim oficial das minhas férias.

É fato que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval [Feliz Ano Novo!]. A Federal segue a mesma filosofia. Aulas? Só em Março.

Passados três [teóricos] meses de férias, qual o saldo final? Aceitaria mais um mês de férias, sem reclamar nem um pouco. Mas foram meses produtivos:

- 9 livros lidos;
- mais de 40 filmes assistidos;
- festas legais;
- um aniversário com overboking;
- 2 meses no estágio mais feliz [que rendeu ótimos causos] ;
- um carnaval de 3ª idade [descansando], mas não menos divertido;
- guinú! momentos mara com os amigos [eita lê lê, viu? xP]
- saudade gigante dos que foram pra longe, principalmente daqueles que trocam o Brasil pelo Hemisfério Norte [vooolta, Gabi!]
- e a conclusão que todo mundo reclama, mas pula, canta e sorri ao reencontrar os amigos, quer saber as novidades, e no fundo está ansioso para começar o novo ano - seja em janeiro, em fevereiro, ou em março. [Ou seja: o Hall do 3º andar faz muita falta!]

Já compraram as canetinhas, lápis de cor e apontadores coleguinhas?
 
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