14 de fevereiro

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O Dia dos Namorados é uma data quase tão comercial quanto o Natal. A diferença é que, em junho, a venda que mais sobe é a de chocolates - comprados tanto pelos pombinhos apaixonados quanto pelas solteiras em depressão.

Mas sem desespero. Ainda estamos em fevereiro e mesmo que em terras gringas hoje seja dia de São Valentin, por aqui é só mais um dia do ano.

Por isso, aviso: o vídeo a seguir não tem fins comerciais ou comemorativos. Mas vale a pena aproveitar o dia de hoje para assistir os mais românticos e picantes beijos do cinema.










O primeiro continua sendo meu favorito. Antes do Amanhecer é um dos melhores filmes ever - eu recomendo =)

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Cores, cores, cores

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Preto e branco tem charme, elegância e um glamour próprio. Fotografias em sépia tem uma aura nostálgica por natureza. Mas por mais que imagens nesses tons tenham apelo, é a combinação de muitas cores que me fascinam. Uma chuva delas! Milhares, só para encher os olhos!

E eu não preciso ir longe para me encantar. Elas estão em todos os lugares, jogadas por ai, sem que a gente repare com muita frequência. O pôr-do-sol, o nascer do sol, as árvores da primavera tão verdes ao lado do cinza dos asfalto, as folhas secas que cobrem o chão no outono.

Juntando essa paixão com a data de hoje (hoje é dia do Publicitário, para quem não sabe), resolvi trazer alguns dos comerciais que considero mais belos visualmente. Enjoy it. (:

Simples a princípio, mas as bolinhas pulantes emocionam de verdade. Linda trilha, lindas imagens.



Tinta, muita tinta.



Muita linha para desenrolar



obs.1: Não, a Sony Bravia não me pagou por esse post. Mas se quiserem me dar uns trocados, ainda está em tempo ;)
obs.2: Feliz dia do Publicitário, amigos ^^

Good day, sunshine!

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Segunda-feira, 5h30. Era o que indicava o relógio. O dia começara cedo. Escovar os dentes, tomar banho, beber a dose diária de café com leite, reescovar os dentes, vestir roupas, calçar os sapatos. Quando abri a porta ainda estava escuro. O dia começara cedo demais.

Passos sonolentos levaram até o ponto de ônibus. O sol parecia ainda não ter despertado. Lembrou do cobertor quentinho que ainda se espreguiçava preguiçoso em sua cama quando saiu de casa.

Um passo, outro passo. Embarcou no velho conhecido ônibus azul. De repente repara nela. Em troca dos dois reais e trinta centavos, palavras doces, sinceramente ditas. Animação, um grande sorriso estampado no rosto.

Conta com entusiamo de quem fala com um velho amigo sobre o fim-de-semana. Ao se levantar para devolver o troco, brinca com os passageiros. Não notei como reagiram: com um sorriso no rosto olhei pela janela e notei o leve manto azul-roseado que passava a cobrir o céu.

A chamavam de Harmonia. Repetiu não pela última vez aquelas palavras que dos seus lábios saiam mais do que por mera educação:

- Bom dia!

E soube que ela estava certa.

Ouvindo: Good day, Sunshine - The Beatles

You better look out below!

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Eu tento me controlar. Sério. Já pensei em maneiras de me libertar, procurar ajuda...

- Oi, meu nome é Jessica, e eu admito meu vício. Não consigo me afastar por mais de 10 minutos, simplesmente não consigo.

Ouço barulho na platéia, e alguém me faz uma pergunta. Sentindo a face corar levemente, respondo:

- Sim, eu admito. Não tive forças para me conter: estou ouvindo Wake up nesse momento.

A música em questão, e objeto de minha total fascinação, é da banda Arcade Fire. O que ela tem de especial? Tudo. Ritmo, energia, uma letra fantástica, e a capacidade incrível de provocar uma sensação impossível de se explicar.

A ouvi pela primeira vez em um local apropriado. Ela é trilha do trailer do esperado Onde vivem os monstros. O filme estréia na sexta, dia 15, nas telas brasileiras [lá no norte o filme já está bombando há tempos].

Por que o local que a ouvi é apropriado? A história do longa é baseada no livro escrito por Maurice Sendak em 1963, que tem como personagem [humano] principal o garoto Max, que depois de fazer uma malcriação é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta e acaba chegando numa ilha, onde vivem os monstros.

É uma história sobre infancia, sobre crescer e perder os olhos encantados e cheios de possibilidades que só as crianças e aqueles de mais sorte conseguem manter com o passar dos anos. De resto, nos tornamos apenas a million little god’s causin rain storms turnin’ every good thing to rust, como diz a música.

Se só a letra e a energia da música conseguem emocionar, não há como negar: a versão abaixo arrepia. Pelo menos para mim, é uma sensação indescritível.






E enquanto o dia 15 não chega, você pode conferir o trailer.





Vou voltar a falar do filme depois de assistir, mas já fica a dica: don't grow up. ;)


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Ouvindo: Wake Up, Arcade Fire [em looping infinito]

The song that no one sings

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Só no la la la la

Auld Lang Syne é o seu nome. É (des)conhecida também como "The Song that Nobody Knows", a canção que ninguém conhece. Mas isso é só meia verdade. Originalmente escrita por um poeta escocês em 1788, a melodia é uma velha conhecida em todos países, e é cantada para comemorar a chegada do novo ano. Cantada, não – cantarolada.

O título de aquela-que-ninguém-sabe-nomear vem do fato que nem nos países de língua inglesa o pessoal sabe cantar sua letra completa. Você talvez nunca nem tenha ouvido uma versão cantada, mas com certeza vai lembrar de ouvi-la em filmes de finais de ano, shoppings e genéricos. Ela ganhou até versão por aqui. No Brasil recebeu uma versão de Alberto Ribeiro e Carlos Alberto Ferreira Braga (Braguinha - João de Barro) e ficou conhecida como a "Valsa da Despedida"

Pra você que quer ouvir a tal música, pode ver no primeiro vídeo abaixo, em versão Sing Along, com letra e tudo mais. No meio da minha busca encontrei várias versões interessantes, que você pode conferir também. E pode ficar sossegado, nada de Kenny G, por aqui. As versões incluem um trecho do show dos Red Hot Chilli Peppers. Pode respeitar. ;)

Cante junto


Red Hot Chilli Peppers também comemoram o Ano Novo, e o palco é invadido por gaitas, bem no estilo escocês.


Para comemorar a chegada dos anos 70, Jimi Hendrix também fez uma versão


Versão brasileira, em versão de 1943, na voz de Francisco Alves e Dalva de Oliveira. Vale conferir


Uma versão em um bom texas blues


Sinatra também é fã da melodia, e ele sabe a letra


E uma versão rock bem metal


Mas como diz a letra, pelos bons e velhos tempos, meus caros, tudo isso é só pra desejar um Feliz Ano Novo! Um ótimo 2010 para todos nós =)


Atividade do dia: sem idéias de resoluções pro próximo ano? http://moninavelarde.com/newyears/ Te dá dicas do que você pode prometer nessa virada e não cumprir, como manda a tradição.

Ano Novo, cara nova

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E uma resolução já bem resolvida

31 de dezembro. Último dia do ano. São exatamente 115 dias desde a última postagem. Os antigos habitantes desse mundinho, se ainda estiverem por ai, talvez notem a diferença de ares.

O novo layout é a primeira (e talvez a única) resolução de Ano Novo já cumprida. Depois de tantos dias ausente, a volta merecia ser algo especial. Sim, porque agora esse meu pequeno cantinho não ficará abandonado. 2010 será um ano de postagens mais frequentes, mesmo que mais curtas. Mas sem promessas demais. Eu já disse tudo isso antes. Não deixe de passar aqui para conferir. (:

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Ouvindo: Pete Yorn & Scarlett Johanson - Relator

Momentos

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Não há quem os defina, não há quem precise explicá-los

Vem da mesma maneira que vão. Passam as vezes tão rápido, que há quem nem note. Um olhar, um susto, um sorriso, um amanhecer, um sentimento, uma conquista, uma perda, um despertar.

Se passaram 3 meses desde a última vez que apareci por aqui. Foi uma ausência longa e sem um motivo definido. As vezes não sabia o que dizer, ou nem mesmo queria dizer. Vendo o vídeo abaixo, fiquei pensando o quanto algumas coisas não precisam ser explicadas, ditas ou pensadas. Justamente por isso parecem estar nelas a beleza da vida.

Vejam também, e voltem a visitar esse mundinho que passará a se pronunciar - mesmo que nem sempre com muitas palavras. =)